Todo mundo era especialista em ritual!

Todo mundo era especialista em ritual!

Continuando o nosso papo sobre ritual, esse post tem o intuito de mostrar que não é exclusividade nossa as invencionices das práticas ritualísticas. Até chegar onde chegamos, houveram muitas especulações e muitas ideias “exóticas” para o nosso ritual. Já que no início da organização, não se tinha a ideia do tamanho e a proporção que ela tomaria, a preocupação, ao que a história mostra, era somente com a aplicação do ritual nos Estados Unidos (será que hoje é tão diferente assim?). Algumas peculiaridades, portanto, é bastante relacionado a realidade americana. Leia a seguir o clima durante as mudanças do ritual.

Cronograma de lançamento das edições do ritual

1919 1ª Edição

1921 (?) 2ª Edição

1923 (?) 3ª Edição

1926 4ª Edição

1930 5ª Edição

1937 6ª Edição

1945 7ª Edição

1959 8ª Edição

1963 9ª Edição

1964 10ª Edição

1969 11ª Edição

1974 12ª Edição

1984 13ª Edição

1995 14ª Edição

2012 15ª Edição

(Exceto a 1ª Edição, e até a 10ª Edição, os juramentos e os sinais eram impressos em um “Livro dos Trabalhos Secretos” apenas em posse do Consultor e do Presidente do Conselho Consultivo do Capítulo.)

Houveram seis edições nos primeiros 18 anos de existência da Ordem, e as datas não foram incluídas nas três primeiras, mas lendo a correspondência, as atas do Grande Conselho e outras pistas, temos uma noção de quando foram publicadas. Você pode ver que a frequência da revisão aumentou ao longo dos anos. De 2 anos para 3 anos, para 4 anos, para 7 anos, para 8 anos, para 14 anos antes do texto de 1959, que foi o trabalho final do Ritual DeMolay que tio Land conheceria. A maioria desses rituais tinha “algumas” mudanças incluídas, e os primeiros anos de experiência na realização das cerimônias os ajudaram a se transformar no que sabemos hoje. Em 1974, o Supremo Conselho votou para que se fizessem alterações apenas a cada 10 anos, e isso funcionou em 1984, depois estendeu 11 anos para 1995 e 17 anos para a edição mais recente.

Na Segunda Sessão Anual do Grande Conselho de 1922, realizada em Kansas City, Missouri, iniciou-se uma longa discussão sobre o ritual e o que fazer a respeito. O ritual, embora universalmente amado à primeira exposição, colocou as mentes de muitos membros do Grande Conselho em uma cruzada para deixar sua marca nas cerimônias. Alguns dos tópicos discutidos incluíram a natureza inadequada ou incompleta do grau DeMolay, o fato de que a Cerimônia de Instalação não mencionava a Bíblia e os livros escolares, impressões erradas na segunda edição, o uso da frase “Fale seu nome” em vez de “Dê seu nome”, substituindo a palavra “indigno” pela palavra “esnobe”, removendo a frase “Em minha honra como filho de Maçom” e a sugestão para que a Instalação de Oficiais, a Cerimônia de Maior Idade, a Observância do Dia dos Pais e a Cerimônia Fúnebre fossem adicionados à próxima (terceira) edição do Ritual.

O Grande Mestre Conselheiro, Alexander G. Cochran, mencionou várias vezes que muitos dos meninos não sabiam as palavras dos cânticos patrióticos, AMERICA ou THE STAR SPANGLED BANNER. Ele não estava preocupado com eles conhecerem os primeiros versos – ele se preocupava pelo fato deles apenas NÃO conhecerem os veros 2, 3 e 4! Alguém sugeriu que eles fossem impressos no Ritual, mas, naquele momento, cada Capítulo tinha apenas 10 cópias do Ritual, e os meninos não seriam capazes de ter a posse dos rituais e ir estudando essas palavras das canções. Então eles decidiram imprimir livros de músicas com essas e outras canções.

Outra questão, que pra nós não faz sentido, mas que no idioma Inglês é um tanto quanto cômico, era sobre a discussão da pronúncia dos nomes em francês dos personagens históricos da organização. Chegou em um determinado tempo, a cogitar pronunciar o nome de Jacques DeMolay de uma forma um tanto quanto inusitada.

Me desculpem de antemão se eu falhar miseravelmente em descrever a pronuncia, mas vamos lá, seria algo como “Jeiques”, “Jack” e até “Jacues” DeMolay. ainda bem que essa votação não deu em nada 😉 ficamos, portanto com o Jacques em francês mesmo. O que pra nós, que falamos português, não faz muita diferença.

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